Enel- Caminhos para acelerar transição energética no Brasil

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Estudo feito em parceria com Deloiitte quer contribuir com recomendações de políticas públicas para o tema

A Enel Brasil está realizando junto com a Deloitte o estudo “Caminhos para a Transição Energética no Brasil”, que foi lançado nesta quinta-feira, 28 de abril, na sede da empresa, no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa visa contribuir com recomendações de políticas públicas para acelerar a transição energética em curso no País, apoiando para o atingimento dos compromissos nacionalmente determinados assumidos pelo governo brasileiro, que são reduzir em 50% as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e atingir a neutralidade de emissões até 2050.O estudo será realizado em três etapas, e contará com o envolvimento de representantes de empresas públicas e privadas, de diferentes setores da economia, como o elétrico, o de transporte e a indústria, órgãos governamentais, associações e universidades. A versão final do estudo será entregue para representantes do governo brasileiro antes da COP 27. Esta mesma iniciativa está sendo promovida em outros sete países da América Latina onde o Grupo está presente. No mundo, a Enel tem liderado a transição e anunciou que vai zerar as emissões diretas e indiretas da empresa até 2040. O workshop é o início de uma série de debates para a construção do estudo, que visa servir de modelo para que outras organizações possam se unir em prol de uma transição energética justa no Brasil.De acordo com o Country Manager da Enel no Brasil, Nicola Cotugno, o combate às mudanças climáticas é um tema extremamente urgente e é necessária a união de esforços para a transição. Segundo ele, o prazo é curto, mas há uma grande oportunidade pela frente, com a eletrificação do consumo e a combinação com as renováveis como chave para zerar as emissões e limitar o aquecimento global. “A eletrificação do consumo, a digitalização das redes de energia para suportar essa transformação e as novas tecnologias de geração limpa vão gerar emprego e desenvolvimento”, afirma.Giovani Machado, diretor da Empresa de Pesquisa Energética, participou do workshop de lançamento e lembrou que essa transição energética não será a primeira, porém será diferenciada das demais. As anteriores ocorreram em virtude de escassez ou alta de energéticos, já essa, vem pela urgência pelos desafios climáticos. Marcelo Cabral, secretário de Planejamento Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, que também participou do evento, destacou que o caminho da transição será sempre procurando analisar as vantagens competitivas e como aconteceu em cada país.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, salientou a oportunidade que a elaboração do estudo traz e que o país deve liderar o processo, com mais interações de agentes e sociedade. ”Quanto mais instituições participarem melhor para o Brasil”. De acordo com Montezano, o banco é hoje um dos três maiores financiadores de energia limpa do mundo e foi o primeiro a financiar um projeto para o mercado livre, sem PPA. O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, elogiou como o MME vem conduzindo a introdução da fonte eólica offshore na matriz brasileira. Segundo o ministro, são cerca de 50 usinas de Itaipu em potencial e cerca de 130 GW em licenciamento, o que atrairia investimentos de U$ 20 bilhões.

Segundo Pablo Verra, Regional Lead Partner da Deloitte para o Setor Público, Financiamento de Impacto e Desenvolvimento, a empresa possui grande experiência no setor de energia e recursos naturais, tendo participado de vários projetos de planejamento e modelagem de cenários de descarbonização em nível internacional. Para ele, a associação com a Enel neste estudo é importante porque representa uma reflexão analítica e participativa sobre a necessidade da transição para a descarbonização sustentável do modelo energético.

Fonte: Canal Energia.

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